domingo, 15 de novembro de 2009

Perdemos todos nós


O que se previa aconteceu!




Acabaram abrindo e contando os votos da eleição ocorrida no dia 15 de outubro, anulada pela mesa eleitoral diante de irregularidade estatutária.
Foi mais um golpe ao estatuto da Associação dos Delegados de Polícia do Pará (Adepol-PA).
Vimos com tristeza, na assembléia do dia 12/11, vários colegas se posicionando a favor de mais uma irregularidade.
Prevaleceu o “achismo” em detrimento aos princípios e as regras do direito, sob os mais pueris argumentos. Lamentável, triste, patético, desalentador, que integrantes de uma carreira que luta para ser reconhecidamente como jurídica tenham agido como se fossem uma outra categoria profissional que não cultiva a ciência jurídica, se deixando levar, sabe lá porque, pela manipulação de um grupo que se apoderou da direção da Adepol-PA há vários anos, sem nenhum resultado significativo.
E assim, perdemos todos nós!
Segundo divulgado no site da Adepol-PA, a chapa “Coragem de Vencer” dos 352 votos válidos, obteve 36 votos, significando 10%. Descontados os 22 integrantes da chapa que votaram, 14 outros colegas acreditaram na chapa da mudança.
E a chapa da situação, com todo o aparato – usando a sede da entidade como comitê, e todos os recursos ali existentes, incluindo telefones convencionais e celulares, transporte, combustível, funcionários e assessores, o site e etc e tal, contando ainda com o escancarado apoio da atual administração da Polícia Civil, alcançaram apenas 53% dos votos válidos, muito menos do que na eleição de 2007.
Vê-se, portanto, que a maioria está satisfeita ou conformada com a forma de atuação da atual direção, entenda-se presidência, da Adepol-PA, mas o percentual de aceitação diminuiu muito com relação ao pleito de 2007.
Ao iniciar o atual governo estadual a maioria dos delegados se encheu de esperança, tanto pela mudança partidária, como pela vinculação da atual presidente e futura vice-presidente da Adepol-PA ao PT, o partido da governadora.
“Será mais fácil”, devem ter imaginado e esperado muitos colegas, até nós, que conseguíssemos o avanço das alardeadas conquistas.
Que conquistas?
Ah, deixa pra lá, tolerávamos, o importante é que consigamos a tão sonhada isonomia. Ledo engano!
As “conquistas” na realidade se deram no campo familiar que nem é preciso esmiuçar aqui, pois todos sabem e vêem, em detrimento das reais conquistas de caráter coletivo. E assim, perdemos todos nós.

Muitos esperaram que, sendo a presidente e seu marido petistas de carteirinha, transitariam livremente nos bastidores governistas para conseguir significativos resultados.
Nesse tempo várias categorias obtiveram consideráveis avanços salariais, a exemplo dos defensores públicos, tendo nos bastidores um defensor público com o mandato de deputado estadual e que é de um partido de oposição ao governo estadual do PT.
Também, os procuradores do Estado e por fim os fiscais da SEFA.
Surpreendente que os colegas não tenham percebido esses fatos e ainda acreditem em mudança, em avanços, que existem apenas no campo da falácia.
Diz um ditado que “o tempo é o senhor da razão”.
Caetano escreveu uma canção com os versos:
“... Compositor de destinos / Tambor de todos os ritmos / Tempo, tempo, tempo, tempo / Entro num acordo contigo / Tempo, tempo, tempo, tempo...”.
E só o tempo para dizer que mais uma vez foram iludidos.
Ficou o registro de um número significativo de 36 delegados que não estão satisfeitos com a atual situação, que por certo não se iludem com o jantar anual promovido em clube de elite, mas que quiseram a mudança que não ocorreu.
Mesmo encerrada a fase eleitoral, este blog ficará ao alcance de todos, como prova de que houve um dia uma chapa com proposta séria, corajosa, sincera, para se opor ao governo de plantão, voltada ao interesse coletivo e não o interesse de alguns poucos como vem acontecendo.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009



O embuste do pedido de intervenção


Qual a intenção de veicular no site da ADEPOLPA (atualmente em parceria exclusiva com a chapa “Avançar muito mais ainda nas conquistas?”) a notícia intitulada “INTERVENÇÃO FEDERAL NO PARÁ”, de que o TJ-PA acolheu, em sessão na manhã do dia 11 do corrente, 5 (cinco) dos 7 (sete) pedidos de intervenção no Estado do Pará?

A questão de pedido de intervenção, assim como o processamento da governadora Ana Júlia Carepa, foram assuntos deliberados em assembléias da ADEPOL-PA em 2008 porque a governadora descumprira, como deixou de cumprir até então, decisão do TJ-PA em prol da categoria.

Entretanto essas deliberações nunca foram efetivadas pela presidente Maria Perpétuo, ficando patente que ela so cumpre o que os associados deliberam se for de sua conveniência.

Poderia agora o site da ADEPOL-PA, não somente noticiar (desnecessariamente) o que toda a grande mídia paraense fez, também se apresentar como autora de um desses pedidos de intervenção se a atual presidente tivesse cumprido seu dever. Mas, se tivesse cumprido o que ficou deliberado em assembléia iria incomodar a cumpenhêra Ana Júlia, de quem é correligionária de carteirinha.


Mas essa suposta correlação partidária ainda não trouxe nenhum resultado positivo para a categoria. São quase três de governo e Ana Júlia Carepa até então não atendeu ao pleito maior da categoria, deixando seus secretários triupudiarem das pretensões dos Delegados de Polícia, como aconteceu por ocasião do Fórum Mundial Social.

A única "notícia" dessa correlação foi o mal contado encontro entre Ana e Maria com o “objetivo a reabertura do diálogo com os delegados de polícia, que estava fechado desde a greve da categoria deflagrada por ocasião do Forum Social Mundial” (sic), que até agora, passado mais de um mês, nem um til a mais foi acrescentado.


segunda-feira, 9 de novembro de 2009


RASGANDO O ESTATUTO DA ADEPOL!




Estamos prestes a assistir mais uma demonstração dos estragos do que o vício pelo poder pode causar a uma coletividade.

A atual presidente da nossa Associação,  a Sra. Maria do Pérpetuo, está convocando uma Assembleia, na qual, seguindo sua linha de conduta, pretende manipular o entendimento dos presentes (é, sua cobiça não vê limites!) e abandonar de uma vez por todas os preceitos estatutários.

Temos um Estatuto. É o nosso regimento, nosso instrumento de conduta de atividades associativas.

Mas, agindo à margem dele, com desprezo e arrogância, essa senhora vem fazendo valer suas vontades.
Vejamos:


1) o Estatuto prevê em seu artigo 61 a inelegibilidade após dois biênios. Maria tenta o 4º. Mandato e seu Vice, Dilermano, o 3º.!


2) No artigo 47, f) temos “...confere à Presidência a competência para dar conhecimento à Assembléia Geral das atividades desenvolvidas no ano social/fiscal, através de relatório que contará em anexo, o balanço financeiro do período...”.
Nesses 6 anos, você tomou conhecimento do destino que é dado ao seu dinheiro (são R$ 799,20 que saem da sua conta para os cofres da ADEPOL, anualmente!). Pois é, a atual presidente NUNCA realizou PRESTAÇAO DE CONTAS!


3) O Estatuto prevê em seu art. 70, § 3º, no que diz rspeito ao processo eleitoral que: “Não sendo coincidente o número de cédulas com aquele dos eleitores será anulada a eleição...”
Não importa que a diferença fosse de 1, 10 ou 100 votos! Houve divergência e o certo seria preparar novas eleições! Mas, dona Maria não quer saber disso.

Dane-se o Estatuto, dane-se o dever moral de acatamento às regras jurídicas, dane-se a dignidade de uma classe! Seus interesses estão acima de tudo e de todos.
Se não bastassem essas impropriedade jurídicas, para impor a nossa classe um atestado de ignorância processual, a Chapa a qual a atual presidente é Vice, ingressou no último dia 30,  com uma “ação anulatória de ato jurídico c/c pedido antecipado de tutela” figurando como réus os representantes das chapas adversárias e a mesa diretora das eleições – ver site TJE , proc. 2009.1.114610-5! Eu também estou muito curiosa para saber qual o ato jurídico objeto da lide!

Temos ainda a utilização da associação (leia-se: salas, site, funcionárias e, sabe-se lá o que mais), para fins eleitoreiros, em benefício (claro!) de sua chapa, como se particular fosse!


E, depois de tudo isso, se você, meu colega delegado, entender que essa senhora e seus fiéis companheiros de chapa merecem credibilidade e seu voto, realmente não tenho mais nada a fazer!


Do contrário, COMPAREÇA no dia 12, próxima quinta-feira,  E DIGA NÃO A ESSES DESMANDOS!
Que uma nova eleição ocorra, fora das dependências da atual ADEPOL, com urna eletrônica e sem assédios imorais na hora do voto!



Que Deus nos proteja!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009



Ocorreu mesmo o encontro?







Foi postado no dia 09/10, no site da ADEPOL-PA, a notícia abaixo transcrita sob o título “GOVERNO REABRE DIÁLOGO COM OS DELEGADOS:


“A presidente da ADEPOL Perpétua Picanço, nesta quinta-feira (08.10) foi recebida pela Governadora Ana Júlia Carepa.


A reunião teve como objetivo a reabertura do diálogo com os delegados de polícia, que estava fechado desde a greve da categoria deflagrada por ocasião do Forum Social Mundial.


A Diretoria”


A primeira impropriedade, do texto é a assinatura da Diretoria da ADEPOL-PA.


Ora, integro a Diretoria da ADEPOL-PA como Diretor de Assistência Jurídica e não sei do tal encontro, não fui informado de tal reunião e não autorizei que meu nome fosse indiretamente incluído. Sim, porque se não sei dessa reunião, é muita desfaçatez veicular um texto com assinatura da Diretoria da ADEPOL-PA.


Aliás, desde fevereiro do ano em curso a Diretoria não reúne. Pelo menos não tenho sido convocado, conforme prevê o Estatuto da ADEPOL-PA, para as reuniões quinzenais.


Acredito que, com raríssimas exceções, todos os associados querem saber como essa reunião ocorreu, qual o assunto abordado e qual seu efetivo resultado.


O silêncio a respeito desse encontro continuará reforçando a idéia do engodo, pois todos têm o direito de saber o que está sendo tratado no interesse da classe, sendo inadmissível o ingênuo argumento de que “serão informados no momento certo”. Que “momento certo” é esse?


A fantasiosa reunião, o fictício encontro, tendo ocorrido no dia 08.10, daqui a três dias fará seu primeiro mensário, sem bolo, velinha, guaraná, balões e brindes aos convidados! Pelo menos também não sei se haverá comemoração!


Parece mesmo é que tudo não passou do famoso “migué” da então candidata a vice-presidente da chapa “Avançar muito mais ainda nas conquistas(?)”, para tentar alvoroçar o eleitorado e leva-lo a sufragar em seu favor.


Só não vê quem não quer que tratou-se de um estratagema, principalmente pela forma do magérrimo e paupérrimo texto, lacônico, como já mencionado neste blog, não dizendo que horas isso ocorreu, onde, quem acompanhou a presidente, fotos, imagens etc.


Tudo leva crer que foi mais um encontro secreto como ocorria com o titular da SEPOF e que findou dando em nada! Pelo menos para a categoria!


Roberto Monteiro Pimentel
Diretor de Assistência Jurídica da ADEPOL/PA

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O DIREITO DE RESPOSTA NÃO CONCEDIDO


No fatídico dia 15 de outubro passado a Delegada GRAÇA PALHA foi o alvo principal da fúria de integrantes da atual diretoria da ADEPOL e também candidatos ao novo biênio, visto que insistem ignorar previsões estatutárias, desejando ardentemente permanecer no recinto da Associação.
Como presidente da mesa, cuja a escolha, através de sorteio, coube a chapa da situação, a Delegada sofreu constrangimentos e assédios, culminando com uma AMEAÇA proferida pelo candidato a Presidente da ADEPOL , por essa Chapa, o atual (duas vezes seguidas) vice presidente Dilermano, que disparou a seguinte pérola jurídica: “Se a eleição for anulada, vamos entrar com um Mandado de Segurança e tu vais ser a autoridade coatora”. É verdade colegas! O Doutorando em Ciências Jurídicas apresentou uma nova interpretação para o § 1º do Art. 1º da lei 12.016/09, que disciplina o MS e assim define:


"Equiparam-se às autoridades, para os efeitos desta Lei, os representantes ou órgãos de partidos políticos e os administradores de entidades autárquicas, bem como os dirigentes de pessoas jurídicas ou as pessoas naturais no exercício de atribuições do poder público, somente no que disser respeito a essas atribuições".


Serena e muito segura da missão que lhe fora conferida, GRAÇA PALHA não se deixou intimidar e decidiu respeitar a previsão contida no Estatuto da Associação. Por essa decisão, de forma leviana, utilizado indevidamente o site da ADEPOL, a diretoria publicou nota intitulada RESULTADO ELEIÇÃO ADEPOL – 2009, tentando macular a dignidade dos três delegados escolhidos para compor a mesa apuradora, vomitaram desprezo pela dignidade alheia, no seguinte trecho: “...Diante da situação as duas chapas concorrentes decidiram anular o pleito, e a mesa apuradora acatou a decisão, assim como a não contagem dos votos".


Os ofendidos, integrantes da Comissão Apuradora, encaminharam há mais de nove dias para a Presidente da ADEPOL, um texto para publicação que consistiria no direito inalienável de RESPOSTA, para ser postado no mesmo site, no entanto, foram TOTALMENTE ignorados!
Com a anuência da Delegada GRAÇA PALHA, estamos fazendo o que, por descaso, conveniência ou sentimentos inconfessáveis, deixou de ser feito por quem tinha o dever moral de fazer! Eis o texto, na íntegra, que foi rejeitado:


“Senhora Presidente da Associação dos Delegados do Estado do Para. Venho em nome da Comissão Apuradora das Eleições realizadas no dia 15 do corrente mês, solicitar o Direito de Resposta à afirmação contida em manifestação no site da Adepol no dia seguinte a mesma. A anulação do resultado do referido pleito, nada mais foi que o cumprimento do que reza o Art.70 combinada com o art.72 e seus §§ constante no Estatuto da Adepol. A assertiva de V.Exa., causa constrangimento e coloca em cheque a lisura do comportamento com que se houveram os membros da Comissão. Tratam-se de pessoas éticas e honradas. Nossa presença foi unicamente de colaboração a um ato de cidadania de nossa classe. Para finalizar, solicito que essa manifestação seja postada no site da Associação dos Delegados de Policia do Estado do Pará, com a mesma rapidez (48hs)e destaque que foi dispensado ao de sua autoria, pois devemos atentar, que "a mentira muitas vezes repetida, acaba passando a ser verdadeira".




Obrigado.


Maria da Graça Palha de Souza, Delegada de Policia, aposentada."












A inoportuna retificação

 





Oito dias! Foi o tempo preciso para a presidente da ADEPOL-PA se dar conta que havia ERRADO nas informações constantes do texto postado no dia 15, no site da entidade, após o encerramento dos trabalhos da ELEIÇÃO/2009.


Evidentemente, que ela só se deu conta do “erro” após este blog ter apontado, através do texto “A mistura do particular com o alheio”, publicado no dia seguinte, 16, a forma tendenciosa de distorcer a verdade dos fatos como vem, lamentavelmente, acontecendo na ADEPOL-PA.


No texto inicial ela afirmou que: “Diante da situação as duas chapas concorrentes decidiram anular o pleito, e a mesa apuradora acatou a decisão, assim como a não contagem dos votos ...”, como se as chapas pudessem anular! 
"Santa" ingenuidade!


Essa afirmação mentirosa foi rebatida neste blog de que as duas outras chapas, diante da irregularidade constatada, argüiram a nulidade do pleito, cuja argüição foi recebida pela mesa de trabalho.


Ficou claro a forma tendenciosa de tentar iludir o leitor que acessa o site da ADEPOL-PA, passando informação errada, fruto do passionalismo que acomete a presidente da entidade, ao misturar as suas atribuições de atual representante da categoria paraense de Delegados de Polícia com a de candidata a vice-presidente de uma chapa que concorreu ao pleito do dia 15.


E assim, pisoteando a ética, agindo com desfaçatez, parecendo aquele partícipe do famigerado AI-5 que disse “Às favas os escrúpulos de consciência”, continua a utilizar indevidamente o site da ADEPOL-PA, usurpado pela chapa da situação, para então se manifestar que: “A ADEPOL RETIFICA A NOTÍCIA POSTADA ABAIXO E DIVULGADA NO DIA DA ELEIÇÃO INFORMANDO AOS ASSOCIADOS QUE  A DECISÃO DE ANULAR A VOTAÇÃO FOI DA MESA APURADORA E NÃO DAS CHAPAS QUE CONCORREM AO PLEITO. ESTAS, POR CONCORDAREM COM A DECISÃO DA MESA PEDIRAM A QUEIMA DOS VOTOS.


Estranho que o texto de 23.10, já anteveja a realização de Assembléia Geral Extraordinária para o dia 12.11, quando a convocação viria ocorrer 6 (SEIS) DIAS depois.
Seria interessante que a categoria observasse esse comportamento espúrio, para se opor a tal tipo de atitude na assembléia convocada com a tentativa de manipulação que está sendo armada entre as paredes da sede da ADEPOL-PA, que serve de comitê para a chapa que a mesma integra.

sábado, 17 de outubro de 2009



A mistura do particular com o alheio

A mania da atual presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Pará (Adepol-PA) em fazer uso da entidade como se fosse propriedade sua se estende até ao site da associação, no qual são veiculadas inverdades, fruto de sua insatisfação pessoal e de seus seguidores.

O texto publicado no dia de ontem, 15, intitulado “RESULTADO ELEIÇÕES ADEPOL – 2009” é um exemplo desse comportamento aético, pois veicula opiniões equivocadas, passando a categoria uma versão distorcida da verdade dos fatos, chegando a fazer acusações falsas e torpes contra a Comissão Eleitoral, cuja presidente foi uma escolha da chapa da situação para a Eleição/2009 da Adepol-PA feita na última reunião ocorrida dois dias antes do pleito.

Um dos trechos do citado texto faz um afirmação absurda de que “Diante da situação as duas chapas concorrentes decidiram anular o pleito, e a mesa apuradora acatou a decisão (grifamos), assim como a não contagem dos votos. A chapa AVANÇAR AINDA MAIS NAS CONQUISTAS entendeu que essa decisão contrariou as normas estatutárias e por este motivo recorreu pedindo a contagem dos votos, o que foi negado na oportunidade pela comissão eleitoral. A mesa apuradora decidiu lacrar ...” (sic)

Qual a versão real, verdadeira, dos fatos em oposição ao texto aspeado?

A verdade é que não foram as chapas concorrentes que anularam o pleito, pois, não tinham e não têm esse poder!

Quem anulou o pleito foi a Comissão Eleitoral, denominada de mesa apuradora no referido texto do site da Adepol-PA, comissão essa constituída de três delegados associados cuja decisão unânime foi comunicada por sua presidente.

A “mesa apuradora” não acatou e nem deveria acatar decisão das chapas concorrentes! Até porque estava sob constante observação e pressão de dezenas de correligionários da chapa da situação!



E a decisão da mesa se fundou na constatação de divergência entre o número de votos (cédulas depositadas nas urnas) e a quantidade de assinaturas dos votantes. E diante dessa irregularidade, as chapas “Coragem de Vencer” e Transparência e Modernidade” argüiram a ANULAÇÃO da eleição, tendo em vista que tal vício eivou de nulidade o pleito, conforme dispõe o Estatuto da Adepol-PA no § 3º de seu art. 70 que enuncia: “Não sendo coincidente o número de cédulas com aquele dos eleitores será anulada a eleição, procedendo-se da forma determinada no § 1º do art. 72”.

Portanto, a afirmação de que a mesa apuradora (Comissão Eleitoral) acatou a decisão das chapas concorrentes é uma acusação graciosa e leviana, atentando contra a dignidade dos integrantes da referida comissão, querendo fazer crer que foram marionetes manipuladas pelas chapas ditas opositoras.



Como se depreende do texto, a presidente da Adepol-PA se arroga ao direito de impor suas verdades usando inadequadamente o site da entidade a seu inteiro dispor, citando o nome da chapa da situação da qual faz parte como vice-presidente e referindo-se às chapas “Coragem de Vencer” e “Transparência e Modernização”, apenas como concorrentes, ficando patente sua intenção em querer manipular, “teleguiar”, como se diz de forma coloquial, a Assembléia Geral a ser convocada, quando tentarão fazer prevalecer suas vontades.

É uma mentira deslavada afirmar que foram as chapas concorrentes que “decidiram anular o pleito”, parecendo que os demais são crianças ingênuas, desconhecedores de elementares conhecimentos jurídicos, como se os opositores pudessem anular qualquer coisa. Se pudéssemos anular alguma coisa já teríamos anulado outras ações aéticas da atual gestão.



Essa acusação torpe, irresponsável, passando a levantar suspeita sobre a presidente da Comissão Eleitoral, atenta contra a lisura com a qual se houve, principalmente tratando-se de uma colega que apesar de sua frágil condição de saúde, de forma gentil e abnegada, no sacrifício, se doou a tão nobre missão exercida com imparcialidade, principalmente sob a fiscalização de todos.

Se foi um único voto, a disposição estatutária não estabelece quantitativo, conforme pode ser constatado através do dispositivo acima transcrito.

Portanto, a divergência pode ser de mil, de um ou de meio voto, que será causa de nulidade, pois, divergência é divergência, não se medindo seu tamanho. Mas, isso é uma questão de hermenêutica.


quinta-feira, 15 de outubro de 2009





A ELEIÇÃO DA ADEPOL-PA NÃO VALEU!







Foi uma festa com final melancólico a eleição de hoje da Associação dos Delegados de Polícia do Pará (Adepol-PA), quando mais de 350 delegados compareceram à sede da Adepol-PA para votar nas três chapas: “Coragem de Vencer”, “Transparência e Modernidade” e “Avançar ainda mais nas conquistas(?)”, pela ordem na chapa de votação.

O pleito iniciou às 9 horas, quando já havia aproximadamente 30 delegados que se distribuíam no apertado auditório, sala de recepção e corredor, inclusive alguns de serviço que precisavam votar e retornar para suas delegacias, algumas de municípios próximo a capital, quando a delegada Perpétua Picanço finalmente entregou um envelope contendo as cédulas de votação, que precisavam ser rubricadas pelo três integrantes da Comissão Eleitoral (CE), que tiveram que se desdobrar para rubricar as cédulas, ante a ansiedade dos votantes que já aguardavam, alguns, desde às 8 horas.


Ao chegarmos ao edifício Palácio do Rádio, na avenida Presidente Vargas, centro de Belém, às 07 horas, já encontramos integrantes das duas chapas, sendo que o apertado espaço existente na entrada do prédio, tanto na parte externa, como da recepção estava tomado por baners, cartazes e adesivos das chapas, predominando os da chapa da situação, contrariando o que ficara previamente estabelecido em reunião das chapas.


O único material que a chapa “Coragem de Vencer” levou foram dois baners, folders e adesivos.

Ao observármos que no local de recepção do prédio, próximo aos dois elevadores, havia dois baners da chapa da situação e um da outra chapa concorrente, dirigimos-nos até o marido da presidente Perpétua Picanço, ponderando que, argüindo o princípio da isonomia e da cordialidade que deve haver entre chapas concorrentes, principalmente quando se tratam de colegas de profissão, pedindo que este nos cedesse espaço para colocarmos um de nossos baners, quando então ficariam representadas as 3 chapas de forma proporcional naquele privilegiado espaço. Mas, eis que o “primeiro damo” da associação em um rompante de posseiro, com descortesia e intransigência bradou: “Eu cheguei primeiro. Não vou tirar nada! Se quiser pode colocar em outro lugar”, tendo, inclusive, havido a intervenção de colegas da outra chapa em nosso favor, mas o príncipe consorte continuou intransigente.


Só restou a nós a alternativa de usarmos nossos dois únicos baners e folders na sala de recepção da Adepol-Pa e na parede próximo a entrada. Mais tarde, o “primeiro-damo” ao verificar isso, passou a afixar cartazes e adesivos por todas as paredes da sala de recepção, conforme mostram as fotos acima, assim como nas paredes do corredor e até, pasmem, no piso desde a entrada do elevador até a sala de votação, num espaço de aproximadamente 50 metros em afrontosa demonstração de desperdício de farto material empregado na campanha, desnecessário, diante da qualidade do eleitorado.


Outros incidentes foram observados e o que mais sofreu censura das mulheres foi o fato de terem que dividir o banheiro com os do sexo oposto, já que o banheiro da sala da presidente da Adepol-PA e atual candidata a vice ficou indisponível para as colegas, diante de sua privilegiada disponibilidade apenas para a presidente e quem sabe seu marido.


Terminada a votação às 18 horas, iniciou-se o processo apuratório, inicialmente com a contagem das cédulas de votação depositadas na urna e a conferência das assinaturas, oportunidade em que detectou-se a divergência da quantidade de cédulas com o número de assinaturas, fulminado de ilegalidade o pleito que viria ser declarado nulo pela presidente da CE.


 Essa decisão foi provocada pelos representantes das chapas “Coragem de Vencer” e “Transparência e Modernidade”, Rubenita Pimentel e Luiz Fernandes, respectivamente, argüindo a nulidade do pleito, à inteligência do § 3º, do art. 70 do Estatuto da Adepol-PA que assim dispõe: “Não sendo coincidente o número de cédulas com aquele dos eleitores será anulada a eleição, procedendo-se da forma determinada no § 1º do art. 72”.

A situação poderia ter tido sua condução de forma pacífica e educada, considerando-se que ali todos possuem formação jurídica, alguns mestres e doutorandos, com a obrigação de conhecer regras processuais elementares de Direito, mas, as atitudes foram não condizentes com a presunção de conhecimentos jurídicos, tendo os atores passado a berrar seus “achimos” e interpretações equivocadas quanto a elementares conhecimentos jurídicos, chegando um deles a ameaçar a presidente da CE de impetrar mandado de segurança, como se esta estivesse exercendo uma atividade pública, a configurar como autoridade coatora no writ.

Lamentável a conduta dos colegas da chapa da situação inconformados com a decisão da presidente da CE, cuja decisão segura e convicta, ensejou sofrer constrangimento, principalmente pelo seu frágil estado de saúde e que ali estava sem ônus, apenas para colaborar com o processo eleitoral, sendo a mais atacada pelo “bi-vice” Dilermano, candidato a presidente pela chapa da situação, havendo a intervenção de outros colegas para que se contivesse. Vale ressaltar que uma experiente colega também deu seu show de “achismo”.


Resultado: as cédulas foram acondicionadas em um envelope e lacradas, tendo o “bi-vice” exasperado ainda insistido que a presidente da CE levasse para sua casa, sendo vencido diante de outros argumentos de que tal material permanecesse depositado na sede da Adepol-PA.


Foi apresentado um requerimento de DILERMANO insistindo com a contagem dos votos, dizendo em tom ameaçador que iria interpor medida judicial contra a presidente da CE, o que, se vier acontecer pode resultar em uma longa ação judicial.


Parece ser essa a intenção da chapa da situação, pois, na eleição de 2007, um dos representantes de uma chapa concorrente obteve medida liminar para suspensão do pleito, sob a alegação de inelegibilidade, tendo Perpétua obtido a cassação dessa liminar, cuja ação até hoje não teve seu mérito julgado.


Só que desta vez os rumos de suas ações podem ter resultado diverso da anterior.  

quarta-feira, 14 de outubro de 2009











Amanhã é o dia-D

            Amanhã, dia 15 (quinta-feira), é o dia da eleição para a diretoria do próximo biênio da Associação dos Delegados de Polícia do Pará (Adepol-PA).


            Durante os poucos dias de divulgação deste blog procuramos levar ao distinto leitor as nossas propostas, nossos propósitos e os motivos de nossa candidatura, mostrando que os nossos concorrentes não possuem perfil para representação de uma importantíssima categoria, deixando que os Governantes, além da não darem a merecida atenção, posterguem direitos inalienáveis, chegando a descumprir decisões judiciais, sem que haja a resposta da nossa associação.
           
            O pior da atual diretoria, que tem como presidente a colega PERPÉTUA PICANÇO, além de seu comportamento omisso, tímido, por razões suspeitas, não cumpriu o que ficou deliberado várias vezes em Assembléia Geral – não processando a Governadora do Estado, afrontando a vontade soberana dos colegas que acorreram às assembléias.
           
            Assim, os candidatos concorrentes, tanto o candidato da situação – DILERMANO TAVARES, como o da outra chapa concorrente – LUIZ FERNANDES, incorreram em omissão, tornando-se de certa forma em inimigos da categoria.


            DILERMANO, na condição de vice-presidente, administrando conjuntamente com a atual presidente, desonrou a outorga que possui, de atender aos anseios da categoria e deixando de dar cumprimento às deliberações em assembléia.


            E quanto a LUIZ FERNANDES, como Delegado-Geral por 4 anos, teve a oportunidade de avançar em nossos direitos na Lei Orgânica da Polícia Civil, todavia se limitou a olhar para o seu umbigo, criando apenas direitos pessoais.


            Portanto, está nas mãos dos integrantes da categoria mudar essa situação ridícula que envolve a todos.


            Cabe, diante da convicção de cada um, livre das amarras da subordinação hierárquica, do assédio moral, da possibilidade de exonerações mesquinhas e remoções imorais, dar sua resposta silenciosa, mas, importantíssima, rumo a dias melhores inaugurando um Novo Tempo de ações corajosas, pautadas na inteligência e na formação jurídica que todos temos mas que não tem sido posta em prática.


            A expressão “Dia-D” em inglês significa “Day of Destruction” (Dia da Destruição) serviu para denominar o dia do ataque das tropas aliadas na Normandia, durante a II Guerra, para a libertação de Paris e toda a França da ocupação nazista, significando por fim o Dia da Libertação.


            Portanto, amanhã é o Dia-D – de delegados, de discernimento, de definição, de decisão, de libertação da Adepol-PA das amarras do continuísmo, da subserviência, da submissão, do comodismo, do conformismo, enfim daquilo que atenta contra a dignidade de toda uma categoria, quando os associados, mesmo aqueles que nunca ou que pouco comparecem às assembléias, por motivos pessoais óbvios, terão a oportunidade de sufragar, sem quaisquer injunções, na liberdade do voto secreto, o nome da chapa “Coragem de Vencer”!


            Até a vitória colegas!



Rubenita Monteiro Pimentel
Delegada de Polícia Civil,
Candidata a presidente pela “Coragem de Vencer



terça-feira, 13 de outubro de 2009

CÉDULA DE VOTAÇÃO


Colegas,



Na ordem do sorteio a chapa que mais se destaca em ousadia, vontade de trabalhar e dar outros rumos para a nossa categoria, ficou na primeira posição na ordem de impressão.


No dia 15, quinta-feira, você receberá uma cédula no formato abaixo e, quando estiver no silêncio do voto, marque a opção correta para que você possa ser testemunha de um novo tempo na nossa Associação!



Rubenita Pimentel
Candidata a Presidente da ADEPOL-Pa.





“A CRÔNICA DE UM BLEFE ANUNCIADO”

 O piti do bi-vice


 
Na tarde de hoje, no auditório da ADEPOL-PA, quando se reuniram representantes das 3 chapas para definir as regras do dia das eleições, situações inusitadas, que muito se pareceram com  as comédias infantis mexicanas trouxeram certa descontração diante da hilaridade.




Por entendermos  importante repassar aos colegas  eleitores o que ocorre nos bastidores, usamos deste espaço para comentar  o comportamento de "pequeno birrento" do delegado candidato a presidente da ADEPOL-PA, pela chapa da situação, que já está sendo chamada “Avançar ainda muito demais perpetuamente nas conquistas” (!rss...).


 Após as deliberações, enquanto era lavrada a respectiva ata, os presentes passaram a conversar  animadamente amenidades, reinando a descontração,  deixando momentaneamente o caráter solene daquela reunião. 


 
Recentemente um fato  que teria nascido no interior da ADEPOL foi veiculado de forma picante em dois jornais, sendo objeto de comentário neste blog referente ao café da manhã no último domingo, nas dependências da ADEPOL, antecedendo a romaria do Círio, convidando apenas os delegados aposentados.



Essa situação levou um colega a, informalmente, interpelar a delegada PERPÉTUA se realmente houve aquele comensal, obtendo uma resposta breve emoldurada de indisfarçável  irritação, de que aquilo não ocorrera.



A seguir, aproveitando o ensejo, resolvi questionar o bi-vice DILERMANO sobre outra noticia, desta vez publicada no site da ADEPOL, de  que a presidente PERPÉTUA havia sido recebida pela Governadora do Estado, para reiniciar o diálogo sobre a questão salarial encerrado durante o Fórum Mundial, em janeiro/fevereiro passado, travando-se o seguinte diálogo:

Rubenita:  Dilermano, você compareceu  no encontro da PERPETUA com a Governadora?
Dilermano:  Não!


Rubenita:   Mas, esse encontro ocorreu?

Dilermano:  Sim!

Rubenita:  Onde ocorreu? Em que horário? Quem esteve presente? O que foi decidido?
Dilermano:   Não vou dizer!


Rubenita:     Por quê?

Dilermano: Porque não, não vou dizer!
Rubenita: Mas é uma informação de interesse coletivo!
Dilermano: No momento certo vocês vão saber!
Rubenita:  Momento certo??????????????

Um dos colegas, diante das respostas, provavelmente levado a lembranças infantis, cantarolou descontraidamente:  



Ô Menininha onde tá teu pai? 
Num chabo, num chabo, num chabo...”




Pronto! O candidato DILERMANO, “expert” em Gerenciamento de Crises, desceu das tamancas e tomado de um exagerado chilique, reagiu aos berros, querendo reprimir o colega que não se submeteu a arrogância de DILERMANO, retrucando a altura.


Foi uma cena deprimente para quem se candidata a um posto que exige  muita paciência, diplomacia e conduta ética diante de negativas e provocações de toda sorte.


 
Saímos da reunião com a certeza de que nossa associação necessita urgentemente sair das mãos de colegas que se apresentam em total falta de sintonia com o perfil que o posto exige!




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Ainda no dia de hoje, por volta das 19h estivemos na Delegacia Geral, onde estavam reunidos os representantes das superintendências regionais que para cá se deslocaram com a expectativa de que assistiriam ao DEBATE ENTRE OS CANDIDATOS A PRESIDENTE. O debate que não ocorreu por  conta desse mesmo delegado nervosinho. Lamentável!

Rubenita Pimentel
Candidata a Presidente da ADEPOL-Pa.